terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Cronicando

 O projeto “Cronicando” foi realizado com um oitavo ano e através dele exploramos o debate de temas como a mulher na sociedade atual e a falta de segurança através do gênero crônica. Ao todo, foram trabalhadas quatro crônicas e entre elas estavam: “A princesa e a Rã”, “Aprenda a chamar a polícia”, “O lixo” e “A aliança”.
 As duas últimas crônicas foram entregues aos alunos sem seus desfechos para que eles pudessem criar, em grupos, um novo final e o encenassem posteriormente. Além dessa atividade, foram promovidos debates com a turma a partir da leitura dos demais textos citados e também foram feitas algumas questões de interpretação para que os estudantes expusessem suas opiniões.
         O último encontro incluiu as apresentações dos alunos baseadas em uma das crônicas escolhidas e depois realizamos a leitura do final verdadeiro para a turma.
  

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Gincana dos Fonemas

Nos meses de outubro e novembro, o PIBID realizou a Gincana de Fonemas com dois sextos anos. Foram um total de cinco encontros em que realizamos atividades com o objetivo de reforçar a consciência dos alunos acerca da escrita de palavras com fonemas, como s, ss, sc, z, ch, c e x.
Foram desenvolvidos os seguintes jogos: Stop, Bingo, Soletrando, Ditado e Escuta e Escreve. Para realizá-las, as turmas foram divididas em grupos e escolherem um nome para representá-los.
Os alunos foram muito participativos e gostaram da gincana proposta. No último encontro, houve a premiação da equipe vencedora e os demais receberam prêmio de participação.
Agradecemos aos alunos que se envolveram na gincana e a professora Mari Angela que sempre disponibiliza o espaço das suas turmas e está sempre presente para nos apoiar nos diferentes momentos de aprendizagem.
Abaixo veja o nome dos vencedores da gincana!

Turma 6A2: Equipe Black Opps
Andrei
Lucas
André
Leo

Turma 6A3: Winchester
Raíssa
Ketlin
Gabriela
Gabrielly













quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Conheça as redações: 3º lugar


Querendo ser alguém



    De tudo o que me lembro hoje é que tinha que ajudar meu pai na roça, ao cantar do galo me levantava escovava os dentes em um riacho em frente a minha casa, depois ia me sentar junto ao meu pai, esperando ele tomar seu chimarrão escutando notícias em um radinho de pilha.

    Quando dava a hora de ir para roça, íamos nós, eu e meus dois irmãos, subíamos uma serra muito grande, conversávamos muito, e ao chegar lá em cima tínhamos que cuidar da terra ou colher fumo para fazer cigarro. Que trocávamos por alimentos, temperos e tecidos para fazer roupas.

    Frequentei a escola só até a 7º série, pois íamos descalços, às vezes com fome, e tínhamos que andar muito, porque não tinha transporte escolar. Minha adolescência não foi muito boa, aos 11 anos tive que trabalhar como babá, pois as colheitas não foram boas e tive que ajudar no sustento da família.

    Vivi com meus pais até aos 16 anos, porque tive uma discussão muito grande com meu pai, porque ele tinha me batido muito e eu disse um palavrão a ele, e ele disse para mim não voltar nunca mais. Contei para minha amiga, ela disse que ia para uma cidade chamada São Leopoldo, e fui junto com ela, o caminho era muito longo, fiquei na janela do ônibus vendo as coisas novas que a vida me oferecia.

    Ao chegar na cidade morei com minha amiga por uns dias, procurei emprego e achei, um casal de italianos me empregaram de empregada doméstica e babá, então consegui alugar uma casa. Fui a um baile chamado Bolão, foi lá que pensei que tinha achado o amor de minha vida, meu marido do meu primeiro casamento.

    Aos 17 anos engravidei e tive uma menina, foi meu primeiro filho. Trabalhei por 17 anos na casa de várias famílias de empregada doméstica, até ver que as aparências enganam, e me separar do meu primeiro marido, pensei que nunca mais ia querer alguém para ficar ao meu lado.

    Mas como sou teimosa, fui ao mesmo baile e me apaixonei pelo meu segundo marido, tive outro filho, menino. Já crescidos aconselho eles a fazer coisas que não tive meus pais para me aconselhar sobre a vida. E se desse para voltar no tempo hoje eu voltaria feliz de saber que tudo o que eu quis, consegui com meu trabalho e Deus ao meu lado.

Aluno: Vitor Moises Santos da Silva
E.M.E.F Castro Alves - São Leopoldo RS
Professora: Mari Angela Broilo

Conheça as redações: 2º lugar

No meu tempo

    No meu tempo era tudo mais tranquilo, eu morava na roça, no interior do Paraná, junto aos meus pais e meus quinze irmãos. Bom, tranquilo, mas eu sempre dava meu jeito de agitar, quando surgia uma oportunidade eu aprontava, como na vez em que estava no meio das plantações, brincando sozinha de capinar com a minha enxada, até que vi uma cobra cascavel, na minha mentalidade de criança, se eu matasse aquela cobra, ia deixar meus pais orgulhosos, e foi o que eu fiz, a matei e pendurei num galho que ficava no caminho de volta de onde meu pai estava trabalhando. Obviamente ele não ficou nada orgulhoso e me xingou muito, mas isso não adiantou nada, daquele dia em diante, toda vez que apareciam cobras por lá eu matava escondida dele.

    Aquele tempo de criança era bom! Quando entrei para a escola, fiz algumas amizades, meus amigos iam lá em casa e nós brincávamos até o sol se pôr. Minha família era muito pobre, durante o inverno eu usava as calças dos meus irmãos, por que não tinha dinheiro para comprar calças para mim, sem falar que naquela época era um absurdo mulher andar de calça, isso era “coisa de homem”, para as mulheres era só vestido abaixo do joelho. Se não tínhamos dinheiro nem para roupas, imagina só para brinquedos, minha maior diversão era ir no milharal catar espigas de milho, e essas eram as minhas “bonecas”.

   Durante a minha adolescência, a diversão que eu e minhas amigas da escola tínhamos, era o “Matiné”. que era um baile que só tocavam as famosas “Bandinhas Alemãs”, e esse baile era feito durante o dia.

    Eu estudei só até o quinto ano, naquele tempo não eram todos que chegavam até onde eu cheguei, a maioria ia no máximo até o terceiro. Era mais difícil ainda onde eu estudava, no colégio de freira. Era horrível! Sofríamos agressões físicas e verbais, elas inventavam diversos castigos que pareciam tortura, o mais comum era ajoelhar nos grãos de milho com os dois braços erguidos para cima, assim teu sangue descia e causava desconforto e dores, se você não aguentasse até elas dizerem que acabou o castigo ou chorasse, você apanhava muito! 

    O pior de tudo para mim, sempre foi que os pais não confiavam nos filhos naquele tempo, se eu chegasse em casa e contasse para eles o que aconteceu, eu passava por mentirosa, na mente deles, as freiras eram “de Deus” e não faziam isso. Uma das minhas maiores motivações para não sair daquela escola foi que eu tinha muita vontade de aprender a falar português, e sabia que isso seria muito útil para mim, como toda minha família era alemã, eu não tinha outra alternativa a não ser aprender com as freiras. No meu tempo, as pessoas casavam ainda muito jovens, eu me casei com dezenove anos, tive o primeiro filho aos vinte, e o último com vinte e quatro, aos vinte e seis, eu, meu marido e meus três filhos viemos de mudança numa carroça até Rio Grande do Sul.

    Eu me chamo Darci Lourdes Dapper Machado, tenho sessenta e quatro anos e muito orgulho da minha família que eu e meu marido construímos.


Aluna: Natália Alessandra Nunes
E.M.E.F Castro Alves - São Leopoldo RS
Professora: Mari Angela Broilo





Conheça as redações: 1º lugar

O banquinho de madeira


    Nasci numa cidade muito pequena no interior do Barracão(Paraná). Cidade boa de morar, foi lá que passei o começo da infância. Por falar em começo, esqueci de me apresentar, meu nome é Sidiane, tenho 36 anos. 

    Hoje pela manhã levantei, aprontei um chimarrão e me sentei na cadeira de balanço, que era da minha velha mãe, e recordei-me de minhas lembranças de infância. 
Adorava acordar cedo para fazer o café para meus pais, todos os dias eu tinha que fazer pães novos, porque papai falava que quando nós casássemos saberíamos ser uma ótima dona de casa,lembro também que papai fez um banquinho de madeira para eu subir, porque não alcançava no fogão.

   Ah, o fogão! Esse sim me deu trabalho, já que tinha que cozinhar para meus irmãos que trabalhavam na roça com papai e mamãe enquanto eu e minhas irmãs arrumávamos a casa. Pela tarde, logo depois do almoço, juntávamos todas as roupas sujas, colocávamos num cesto e íamos para a beira do rio lavá-las. Não podíamos ficar conversando muito não, pois eu tinha que fazer pães novos para o outro dia de manhã.

    Me recordo também das nossas roupas feitas por mamãe, para as meninas vestidos de chita e sandalhinhas de melissa, e para os meninos, calças de tergal, camisas de botões e sapatos eram os kichutes. As mocinhas usavam ruge e batom cor de carmim, para ficarem mais bonitas ainda. Quando chegava a tardinha, papai, mamãe e meus irmãos chegavam cansados, com as mãos calejadas, sentavam para tomar chimarrão e prosear. Nós, crianças, saíamos a brincar pelo campo, os meninos jogavam bola, e a gente amarrava uma cordinha num galho de árvore para brincarmos de balanço. 

    Quando completei nove anos de idade, meus pais resolveram vir para São Leopoldo, onde nós recomeçamos tudo novamente. Aqui, no começo foi difícil, pois passamos necessidade, só quem estava trabalhando eram os meninos, porque papai estava muito doente. 

    O tempo passou, logo todos foram casando, tendo filhos e eu fiquei de babá dos meus sobrinhos, enquanto minhas irmãs iam ao fura bucho - fura bucho eram os bailes aqui da vila. Logo comecei a namorar, me juntei, tive duas filhas lindas, passei muitas dificuldades, mas superei. Hoje sou separada, moro com minhas filhas, quando sentamos para tomar chimarrão, de repente volto ao passado e digo a elas que naquele tempo era tudo muito diferente, e relato a velha história do meu banquinho de madeira. Oh saudade! 

Aluna: Sandrielly Tepper Nass
E.M.E.F Castro Alves - São Leopoldo RS
Professora: Mari Angela Broilo

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Premiação Memórias Literárias


Curiosos para saber quem foram os vencedores das Olimpíadas sobre Memória Literária da Escola Castro Alves? Então, a premiação ocorreu no dia 10 de setembro durante a feira Multidisciplinar. Vejamos os ganhadores:

3º Lugar: Vitor Moises Santos da Silva


2º Lugar: Natália Alessandra Nunes (terceira da direita para a esquerda)

1º Lugar: Sandrielly Tepper Nass (quarta da direita para a esquerda)




        Deixamos aqui os nossos parabéns para os três alunos que se empenharam e produziram belas memórias literárias. Logo estarão disponíveis, aqui no blog, as produções premiadas

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Contagem regressiva: a premiação da memória literária

Lembram-se do projeto "Vou te contar uma história..." no qual os alunos da 8A4 e 7A3 produziram memórias literárias para as Olimpíadas de Língua Portuguesa 2016?  Pois é! Neste sábado, na E.M.E.F. Castro Alves, vai acontecer a Feira Multidisciplinar e nela os alunos, além de apresentarem alguns trabalhos, irão descobrir quais foram os textos selecionados para a etapa municipal da competição. 
Não deixe de acompanhar a página do blog e do Facebook, pois logo postaremos os nomes dos ganhadores!
As medalhas já estão prontas. Estão ansiosos? Nós também!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

VINDA DO ESCRITOR MANUEL FILHO À ESCOLA

Nesta última terça-feira, 23 de agosto de 2016, o escritor ator e cantor Manuel Filho esteve na escola Castro Alves.  Nascido em 06 de março de 1968, Manuel Filho começou sua carreira ainda criança, nos palcos, fazendo teatro de fantoches, também fez teatro de rua e Publicidade e Propaganda. Para aprimorar seu conhecimento na interpretação, estudou no Teatro Escola Célia Helena. Fez aulas de canto com diversos professores, entre eles Adélia Issa, Nancy Miranda, Jeller Filipe e Cristian Cordeiro.

 


Como escritor, os temas que aborda em seus livros estão ligados ao dia a dia de adolescentes e crianças e alguns desses temas são baseados na história do Brasil. Manuel escolheu esse público-alvo porque gosta desse mundo de descoberta e fantasia.

Durante a visita do autor à escola, ocorreu um teatro, feito pelos alunos relacionado à leitura do livro "A menina que perdeu o trem". Ocorreu também, a exibição de dois vídeos feitos pelos alunos sobre o mesmo livro.

Aconteceu a exposição dos Fanzines feitos pelos 7° e 8° anos, baseados nos livros: "A menina que perdeu o trem" e "Tinha que ser comigo?".

 

Encerradas as apresentações o autor palestrou e respondeu algumas perguntas feitas pelos alunos. O autor falou um pouco de suas inspirações para escrever seus livros, dando ênfase no livro que aborda o tema Bullying, explicando aos alunos como lidar com esse tipo de violência tão presente no meio escolar.

O mais interessante foi ouvi-lo sobre sonhos e como nunca devemos deixá-los de lado por causa de alguém. Segundo o autor o importante é continuar buscando e perseguindo nossas metas e realizações.

 



BUSCAR E PERSEGUIR NOSSOS SONHOS!




        Referências:


http://www.guiadasemana.com.br/biografia/manuel-filho

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Projetos "Sentindo na pele" e "Horror em linhas"


A leitura é o caminho mais simples que existe para que possamos viajar a lugares com os quais nunca sonhamos e conhecer outras pessoas, sejam elas daqui ou não. O livro é passagem certa para o mundo da imaginação, terras do nunca e cidades perdidas. É onde estão guardadas as relíquias da humanidade, as tristezas de infinitas perdas, os laços construídos por amizades verdadeiras e grandes amores, o medo e o arrepio na espinha. O projeto Horror em Linhas e Sentindo na Pele busca guiar os alunos das turmas 8A4 e 7A3 por esses caminhos construídos pelo autor Manuel Filho nas obras “A menina que perdeu o trem – Os Fantasmas de Paranapiacaba” e “Tinha que ser comigo? ”.
O projeto consistiu na criação de Fanzines - saiba mais sobre Fanzines aqui - que foram elaborados com base no tema dos livros já mencionados aqui. Para criá-los, os alunos produziram textos de diversos gêneros que foram: diário, conto, mensagem de texto, relato, poema e bilhete.    
As produções do oitavo ano focaram na temática "horror" e as do sétimo foram sobre "bullying". O projeto durou cinco semanas. As primeiras duas semanas foram utilizadas para finalização da leitura dos livros, explicação de cada um dos gêneros textuais e respectiva exemplificação através de textos modelos. As demais foram dedicadas à produção textual e montagem dos Fanzines, o que incluiu decoração e escrita da sinopse do livro.
Os materiais produzidos foram expostos no dia da visita do autor à escola. Para saber como foi o evento, fique atento às próximas postagens!!!
  

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Projeto "Vou te contar uma história..."


Enquanto todo o país está engajado com os Jogos Olímpicos, os alunos das turmas 8A4 e 7A3 já fizeram suas apostas em outro tipo de competição: as Olimpíadas de Língua Portuguesa 2016. A proposta do projeto é fazer com que os alunos desenvolvam suas Memórias Literárias - texto no qual são relatadas lembranças de uma pessoa. O tema deste ano é "O lugar onde eu vivo", portanto as produções textuais foram baseadas em entrevistas feitas com moradores da cidade onde a escola é localizada, neste caso, São Leopoldo.
O projeto abrangeu  oito oficinas, nas quais os alunos aprenderam o que é uma Memória Literária e como fazê-la, como as lembranças podem resgatar histórias e sentimentos de quem as viveu, de que forma uma entrevista pode ser elaborada e colocada em prática. Não apenas entrevistar como também colocar-se no lugar do entrevistado, assumindo suas memórias e emoções na hora de narrar, lidando assim com a difícil tarefa de transformar esses dados em um texto de memória.
Foram trabalhadas questões teóricas como: o uso e o desuso de palavras; tempos verbais; o narrador, dando ênfase nos pronomes pessoais e possessivos na produção de textos; pontuação, como o uso da vírgula, travessão, ponto de exclamação, interrogação, dois pontos, ponto final e aspas.
Isso tudo foi aplicado a partir de dinâmicas, vídeos, diferentes leituras de diversos gêneros, exercícios de gramática voltados para o desenvolvimento das criações das Memórias Literárias e, claro, produções textuais.
Embora as oficinas do projeto tenham terminado, a disputa ainda não acabou. As Olimpíadas de Língua Portuguesa seguem em andamento e os textos elaborados pelos alunos estão sendo escolhidos pela banca avaliadora.

FIQUEM LIGADOS! EM BREVE ATUALIZAÇÃO COM OS VENCEDORES!!