quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Formação de verão: parte II

Boa tarde! Lembram-se do último post em que falamos um pouco sobre a Formação de Verão promovida pela CAPES na UNISINOS? Pois é, hoje vamos continuar contando para vocês as experiências que tivemos durante o evento. 
Durante o dia 11 de janeiro, participamos de atividades diversificadas que encerraram nosso período de formação. Pela parte da manhã houve a seguinte programação:

Painel - compartilhamento das experiências no ENALIC: relato sobre as apresentações e registros das impressões sobre o evento.
Reunião dos Subprojetos.


Na parte da tarde as atividades ocorreram na biblioteca da universidade. Entramos em contato com oficinas construídas por alunos de diversos subprojetos do PIBID. Veja abaixo algumas fotos e descrições dos trabalhos!







Atividade do subprojeto Biologia: o objetivo era acertar a quantidade de açúcar presente em cada alimento. 










Atividade do subprojeto Matemática: o trabalho em grupo é exigido para que seja possível completar esse tipo de Sudoku geométrico. A regra é simples: não vale repetir as formas em nenhuma direção - vertical, horizontal ou dentro dos "grupos de seis". Será que você consegue?










Atividade do subprojeto Biologia: mandalas ecológicas feitas a partir de rolos de papel higiênico e um dominó no qual é necessário unir os órgãos do corpo humano a suas funções. 










Atividade do subprojeto Letras: a palavra é encenar, mas não como estamos acostumados. E se, no lugar de palavras, você tivesse que utilizar números para interpretar uma cena cotidiana?










Atividade do subprojeto Matemática: competição na qual cada participante deve completar os espaços demarcados com as formas geométricas disponíveis. Quem conseguir passar dos quatro desafios primeiro vence! Prontos para esta corrida?



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Formação de Verão

As festas de fim de ano passaram, outro ciclo começou e o blog PIBID Português Castro Alves está de volta para contar um pouquinho sobre as atividades de verão promovidas na UNISINOS.
"Exercício da cidadania e educação: expressões contemporâneas e suas implicações para o trabalho docente" foi o tema da 4ª Formação de Verão do PIBID - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, uma iniciativa da CAPES para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. 
Durante dois dias (10/01 e 11/01), coordenadores de gestão, coordenadores de subprojetos, professores de escolas parceiras e acadêmicos de cursos de Licenciatura estiveram envolvidos com palestra, oficinas e trocas de experiências.
No dia 11, tivemos a oportunidade de participar de duas oficinas: Projetos interdisciplinares: promovendo competências para o século XXI e História e Cinema - América Latina sob o olhar do cinema: as possibilidades do uso de filmes na docência em História. A primeira teve como objetivo explorar o conceito de "projeto" e tentar compreender de que formas ele pode ser trabalhado em sala de aula. Houve momentos de interação entre os componentes de diferentes PIBIDs, conversações em pequenos e grande grupo e atividades de identificação de partes fundamentais na elaboração de um projeto. A segunda oficina trouxe a análise do filme Pixote, a lei do mais fraco e as possibilidades de utilizar esse tipo de mídia como uma ferramenta de ensino. Os trechos do drama de Héctor Babenco foram exibidos e intercalados com reflexões sobre a película. 
E então, ficaram curiosos para saber o que aconteceu no segundo dia de formação? Fiquem atentos porque logo postaremos nossas experiências! 






terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Cronicando

 O projeto “Cronicando” foi realizado com um oitavo ano e através dele exploramos o debate de temas como a mulher na sociedade atual e a falta de segurança através do gênero crônica. Ao todo, foram trabalhadas quatro crônicas e entre elas estavam: “A princesa e a Rã”, “Aprenda a chamar a polícia”, “O lixo” e “A aliança”.
 As duas últimas crônicas foram entregues aos alunos sem seus desfechos para que eles pudessem criar, em grupos, um novo final e o encenassem posteriormente. Além dessa atividade, foram promovidos debates com a turma a partir da leitura dos demais textos citados e também foram feitas algumas questões de interpretação para que os estudantes expusessem suas opiniões.
         O último encontro incluiu as apresentações dos alunos baseadas em uma das crônicas escolhidas e depois realizamos a leitura do final verdadeiro para a turma.
  

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Gincana dos Fonemas

Nos meses de outubro e novembro, o PIBID realizou a Gincana de Fonemas com dois sextos anos. Foram um total de cinco encontros em que realizamos atividades com o objetivo de reforçar a consciência dos alunos acerca da escrita de palavras com fonemas, como s, ss, sc, z, ch, c e x.
Foram desenvolvidos os seguintes jogos: Stop, Bingo, Soletrando, Ditado e Escuta e Escreve. Para realizá-las, as turmas foram divididas em grupos e escolherem um nome para representá-los.
Os alunos foram muito participativos e gostaram da gincana proposta. No último encontro, houve a premiação da equipe vencedora e os demais receberam prêmio de participação.
Agradecemos aos alunos que se envolveram na gincana e a professora Mari Angela que sempre disponibiliza o espaço das suas turmas e está sempre presente para nos apoiar nos diferentes momentos de aprendizagem.
Abaixo veja o nome dos vencedores da gincana!

Turma 6A2: Equipe Black Opps
Andrei
Lucas
André
Leo

Turma 6A3: Winchester
Raíssa
Ketlin
Gabriela
Gabrielly













quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Conheça as redações: 3º lugar


Querendo ser alguém



    De tudo o que me lembro hoje é que tinha que ajudar meu pai na roça, ao cantar do galo me levantava escovava os dentes em um riacho em frente a minha casa, depois ia me sentar junto ao meu pai, esperando ele tomar seu chimarrão escutando notícias em um radinho de pilha.

    Quando dava a hora de ir para roça, íamos nós, eu e meus dois irmãos, subíamos uma serra muito grande, conversávamos muito, e ao chegar lá em cima tínhamos que cuidar da terra ou colher fumo para fazer cigarro. Que trocávamos por alimentos, temperos e tecidos para fazer roupas.

    Frequentei a escola só até a 7º série, pois íamos descalços, às vezes com fome, e tínhamos que andar muito, porque não tinha transporte escolar. Minha adolescência não foi muito boa, aos 11 anos tive que trabalhar como babá, pois as colheitas não foram boas e tive que ajudar no sustento da família.

    Vivi com meus pais até aos 16 anos, porque tive uma discussão muito grande com meu pai, porque ele tinha me batido muito e eu disse um palavrão a ele, e ele disse para mim não voltar nunca mais. Contei para minha amiga, ela disse que ia para uma cidade chamada São Leopoldo, e fui junto com ela, o caminho era muito longo, fiquei na janela do ônibus vendo as coisas novas que a vida me oferecia.

    Ao chegar na cidade morei com minha amiga por uns dias, procurei emprego e achei, um casal de italianos me empregaram de empregada doméstica e babá, então consegui alugar uma casa. Fui a um baile chamado Bolão, foi lá que pensei que tinha achado o amor de minha vida, meu marido do meu primeiro casamento.

    Aos 17 anos engravidei e tive uma menina, foi meu primeiro filho. Trabalhei por 17 anos na casa de várias famílias de empregada doméstica, até ver que as aparências enganam, e me separar do meu primeiro marido, pensei que nunca mais ia querer alguém para ficar ao meu lado.

    Mas como sou teimosa, fui ao mesmo baile e me apaixonei pelo meu segundo marido, tive outro filho, menino. Já crescidos aconselho eles a fazer coisas que não tive meus pais para me aconselhar sobre a vida. E se desse para voltar no tempo hoje eu voltaria feliz de saber que tudo o que eu quis, consegui com meu trabalho e Deus ao meu lado.

Aluno: Vitor Moises Santos da Silva
E.M.E.F Castro Alves - São Leopoldo RS
Professora: Mari Angela Broilo

Conheça as redações: 2º lugar

No meu tempo

    No meu tempo era tudo mais tranquilo, eu morava na roça, no interior do Paraná, junto aos meus pais e meus quinze irmãos. Bom, tranquilo, mas eu sempre dava meu jeito de agitar, quando surgia uma oportunidade eu aprontava, como na vez em que estava no meio das plantações, brincando sozinha de capinar com a minha enxada, até que vi uma cobra cascavel, na minha mentalidade de criança, se eu matasse aquela cobra, ia deixar meus pais orgulhosos, e foi o que eu fiz, a matei e pendurei num galho que ficava no caminho de volta de onde meu pai estava trabalhando. Obviamente ele não ficou nada orgulhoso e me xingou muito, mas isso não adiantou nada, daquele dia em diante, toda vez que apareciam cobras por lá eu matava escondida dele.

    Aquele tempo de criança era bom! Quando entrei para a escola, fiz algumas amizades, meus amigos iam lá em casa e nós brincávamos até o sol se pôr. Minha família era muito pobre, durante o inverno eu usava as calças dos meus irmãos, por que não tinha dinheiro para comprar calças para mim, sem falar que naquela época era um absurdo mulher andar de calça, isso era “coisa de homem”, para as mulheres era só vestido abaixo do joelho. Se não tínhamos dinheiro nem para roupas, imagina só para brinquedos, minha maior diversão era ir no milharal catar espigas de milho, e essas eram as minhas “bonecas”.

   Durante a minha adolescência, a diversão que eu e minhas amigas da escola tínhamos, era o “Matiné”. que era um baile que só tocavam as famosas “Bandinhas Alemãs”, e esse baile era feito durante o dia.

    Eu estudei só até o quinto ano, naquele tempo não eram todos que chegavam até onde eu cheguei, a maioria ia no máximo até o terceiro. Era mais difícil ainda onde eu estudava, no colégio de freira. Era horrível! Sofríamos agressões físicas e verbais, elas inventavam diversos castigos que pareciam tortura, o mais comum era ajoelhar nos grãos de milho com os dois braços erguidos para cima, assim teu sangue descia e causava desconforto e dores, se você não aguentasse até elas dizerem que acabou o castigo ou chorasse, você apanhava muito! 

    O pior de tudo para mim, sempre foi que os pais não confiavam nos filhos naquele tempo, se eu chegasse em casa e contasse para eles o que aconteceu, eu passava por mentirosa, na mente deles, as freiras eram “de Deus” e não faziam isso. Uma das minhas maiores motivações para não sair daquela escola foi que eu tinha muita vontade de aprender a falar português, e sabia que isso seria muito útil para mim, como toda minha família era alemã, eu não tinha outra alternativa a não ser aprender com as freiras. No meu tempo, as pessoas casavam ainda muito jovens, eu me casei com dezenove anos, tive o primeiro filho aos vinte, e o último com vinte e quatro, aos vinte e seis, eu, meu marido e meus três filhos viemos de mudança numa carroça até Rio Grande do Sul.

    Eu me chamo Darci Lourdes Dapper Machado, tenho sessenta e quatro anos e muito orgulho da minha família que eu e meu marido construímos.


Aluna: Natália Alessandra Nunes
E.M.E.F Castro Alves - São Leopoldo RS
Professora: Mari Angela Broilo





Conheça as redações: 1º lugar

O banquinho de madeira


    Nasci numa cidade muito pequena no interior do Barracão(Paraná). Cidade boa de morar, foi lá que passei o começo da infância. Por falar em começo, esqueci de me apresentar, meu nome é Sidiane, tenho 36 anos. 

    Hoje pela manhã levantei, aprontei um chimarrão e me sentei na cadeira de balanço, que era da minha velha mãe, e recordei-me de minhas lembranças de infância. 
Adorava acordar cedo para fazer o café para meus pais, todos os dias eu tinha que fazer pães novos, porque papai falava que quando nós casássemos saberíamos ser uma ótima dona de casa,lembro também que papai fez um banquinho de madeira para eu subir, porque não alcançava no fogão.

   Ah, o fogão! Esse sim me deu trabalho, já que tinha que cozinhar para meus irmãos que trabalhavam na roça com papai e mamãe enquanto eu e minhas irmãs arrumávamos a casa. Pela tarde, logo depois do almoço, juntávamos todas as roupas sujas, colocávamos num cesto e íamos para a beira do rio lavá-las. Não podíamos ficar conversando muito não, pois eu tinha que fazer pães novos para o outro dia de manhã.

    Me recordo também das nossas roupas feitas por mamãe, para as meninas vestidos de chita e sandalhinhas de melissa, e para os meninos, calças de tergal, camisas de botões e sapatos eram os kichutes. As mocinhas usavam ruge e batom cor de carmim, para ficarem mais bonitas ainda. Quando chegava a tardinha, papai, mamãe e meus irmãos chegavam cansados, com as mãos calejadas, sentavam para tomar chimarrão e prosear. Nós, crianças, saíamos a brincar pelo campo, os meninos jogavam bola, e a gente amarrava uma cordinha num galho de árvore para brincarmos de balanço. 

    Quando completei nove anos de idade, meus pais resolveram vir para São Leopoldo, onde nós recomeçamos tudo novamente. Aqui, no começo foi difícil, pois passamos necessidade, só quem estava trabalhando eram os meninos, porque papai estava muito doente. 

    O tempo passou, logo todos foram casando, tendo filhos e eu fiquei de babá dos meus sobrinhos, enquanto minhas irmãs iam ao fura bucho - fura bucho eram os bailes aqui da vila. Logo comecei a namorar, me juntei, tive duas filhas lindas, passei muitas dificuldades, mas superei. Hoje sou separada, moro com minhas filhas, quando sentamos para tomar chimarrão, de repente volto ao passado e digo a elas que naquele tempo era tudo muito diferente, e relato a velha história do meu banquinho de madeira. Oh saudade! 

Aluna: Sandrielly Tepper Nass
E.M.E.F Castro Alves - São Leopoldo RS
Professora: Mari Angela Broilo